sexta-feira, 9 de março de 2012

Operária

O amor é uma fábrica de poesia.

Nota: A cafonice é a vanguarda do romantismo.



(Maíra Guedes e Érica dos Anjos)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnavalesca

Cobra no corpo,
labareda no sangue.

Corre vulcânica a liberdade em mim.
Corre fogueira nos pés.

Voluptuosa.
Malemolente.

Som invade meus olhos.
Dançar é comungar com o Tempo.


(Maíra, Itacaré - Ba)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu, menina nas coisas antigas,
aguço poesia, olho, e vontade
pra ser pedaço e mira de Odé.

Volto pro meu começo.

Cigana faz do chão,
chama, som, gargalhada.
Grava em meu corpo canção,
que caminho só se abre
depois da obrigação.

Aprendo palavra nova,
da folha, do cheiro, do vento.
No passo de Tempo,
desnuda me faço elemento
do reino de Olorum.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

dicionário II

Amor é parição de noite-vagalume
rebento da distância
fruta severina.


(Maíra - verão de 2011)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

tempestade



Corpo chove na cama
conduzido por Oyá.

Ultrapassa o colchão
e a crueldade.

Carregado do escuro ancestral
desinventa a chuva,

faz dela
suor do mundo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011




Sol derrete o tempo.
Líquido,
renasce afluente,
desagua em meu peito-morada.
As vezes foge com a lágrima,
desagua no vento,
pra voltar a ser tempo
seco do mundo.


Mamá, setembro de 2011, Palmas - TO.

Fotografia: Felippe Thomaz - http://www.flickr.com/flipthomaz

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CORAÇÃO


úmido refúgio da poesia 
último amante da saudade
amigo íntimo do cangote.